Vereadores apontam desordem e criticam pré-carnaval de João Monlevade

Casa de Cultura vira alvo de críticas sobre supostos gastos excessivos, desorganização, músicas "indecentes" e irregularidades no edital do Esquenta Monlé; saiba mais

Atualizado em 12/02/2026 às 10:02, por Kinderlly Brandão.

Blocos no pré-carnaval de João Monlevade

Pré-carnaval na região central de João Monlevade. Foto: Kinderlly Brandão

Vereadores de João Monlevade se manifestaram com críticas negativas sobre a Casa de Cultura e o pré-carnaval Esquenta Monlé, realizado no último fim de semana.

Na reunião ordinária dessa quarta-feira (11), alguns parlamentares apontaram supostos gastos excessivos, falta de organização do evento, músicas indecentes e irregularidades no edital do pré-carnaval.

O vereador Sinval da Luzitana (PL) questionou o gasto de dinheiro público para um carnaval que, segundo ele, “não teve responsabilidade no tipo de música que tocou, desrespeitando a dignidade das famílias”

Revetrie Teixeira (MDB) reforçou a "insatisfação da maioria das pessoas de bem com o evento na Praça do Povo, distinguindo-o positivamente do pré-carnaval na Castelo Branco, que foi um sucesso". 

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Ele também criticou a diretora da Casa de Cultura, Nadja Lirio, alegando que ela não ouve ninguém e que suas ações estão prestes a prejudicar o prefeito. O vereador ainda sugeriu a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Casa de Cultura, caso não haja respostas sobre a desordem no centro da cidade.

Revetrie cogitou a abertura de uma CPI. Foto: Kinderlly Brandão

Mais tarde, o vereador Vanderlei Miranda (Pode) afirmou que a responsável pela Casa de Cultura infringiu o edital do pré-carnaval ao mudar o que foi planejado. Ele descreveu o evento na Praça do Povo como uma "bagunça" que prejudicou as pessoas próximas e foi "absurdo". 

O vereador Leles Pontes (Republicanos) elogiou os blocos Tineca e Bloco da Saudade pelo "bom carnaval" que proporcionaram, especialmente às famílias.

Pré-carnaval no final da Avenida Castelo Branco. Foto: Kinderlly Brandão

Em outro momento, o vereador Vanderlei Miranda detalhou que foram disponibilizados R$ 230 mil para os blocos, mas que o edital (item 9) previa o pré-carnaval apenas em trecho da Avenida Castelo Branco, além do carnaval perto da igreja Nossa Senhora Perpétuo Socorro e na igreja São José Operário, não incluindo a Praça do Povo ou a Avenida Wilson Alvarenga. Segundo ele, o que aconteceu nesses dois locais foi uma “aberração”.

Polícia Militar intervém no fim do pré-carnaval

Após o encerramento do som oficial do pré-carnaval de João Monlevade no último domingo (08), alguns participantes se deslocaram para outro ponto da Avenida Wilson Alvarenga, onde usaram som não autorizado. Isso interditou a via nos dois sentidos e prejudicou o fluxo de veículos.

Os policiais intervieram e orientaram os envolvidos sobre a necessidade de desligamento do som e liberação da avenida. Parte dos participantes ficaram exaltados e arremessaram garrafas em direção aos policiais.

Visando restabelecer a ordem, os policiais usaram spray de pimenta e balas de borracha pra dispersar os indivíduos e controlar a situação.

Logo depois, as atividades foram encerradas e o fluxo na avenida voltou ao normal.


Kinderlly Brandão

Jornalista na Rádio Alternativa 91.1 FM. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Também trabalhei na redação do Portal Mais Minas e Jornal de Brasília. Natural de São Domingos do Prata.